terça-feira, 30 de maio de 2017

Meios de Graça e o Aconselhamento Bíblico.


BIBLIA-E-ORAÇÃOComo os meios de graça podem contribuir para a prática do aconselhamento bíblico? Antes de responder a esta pergunta, permitam-me relembrar um triste acontecimento. Logo no início do meu mestrado em Aconselhamento Bíblico, recordo de uma conversa que tive com um aluno onde se constatava um completo desconhecimento do Aconselhamento Bíblico. Ele me disse que havia escolhido a disciplina pois, segundo ele, era a disciplina mais fácil e ele não precisaria ter grande conhecimento teológico. Fiquei muito surpreso com sua perspectiva e lamentei que ele pensasse daquele jeito.

Minha questão não é discutir qual é a mais árdua disciplina, mas informar que, não existe um conselheiro bíblico sério que não seja um estudioso das Escrituras e, consequentemente, da teologia.

Dito isso, seria urgente relembrarmos o que são os meios de graça, tão citados por teólogos reformados.

No Breve Catecismo de Westminster, encontramos a pergunta 88: Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção?

R. Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção, são as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os sacramentos e a oração; as quais todas se tornam eficazes aos eleitos para a salvação. Ref. At 2.41-42.

O teólogo Charles Hodge, ensina que:

Meio de graça não significa todos os instrumentos que Deus quer usar como meios para a edificação espiritual de seus filhos. Essa expressão é apropriada para indicar aquelas instituições que Deus ordenou como canais ordinários da graça, isto é, as influências sobrenaturais do Espírito Santo, para as almas dos homens[1]

Percebam que, segundo podemos constatar na Palavra de Deus, não há milhares de meios de graça, porém, aqueles meios legítimos de Deus abençoar e instruir o seu povo são suficientes e eficazes.

O antigo padrão de fé foi perdendo espaço para a abertura ao pragmatismo, à sensível e emocional visão sobre igreja, além da influência das psicoterapias maquiadas de orientação evangélica. Tal mudança não foi bom para a igreja que vive na era da “pós verdade”.

Os meios de graça não deveriam ser almejados para alguém ter uma vida próspera material ou simplesmente para ter um “alívio emocional”. O que Deus deseja é muito mais do que simplesmente prover uma melhora financeira ou emocional, o que ele realmente deseja é que sejamos santos como ele é.

porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

1 Pedro 1.16

Há alguns anos, visitei uma senhora que estava ausente da igreja. Fui visita-la para saber o que estava acontecendo. Fui muito bem recebido em sua casa. A conversa foi breve e, ela mesma entrou no assunto da sua ausência na igreja. Ela me disse que estava profundamente deprimida, muito triste e que ela não tinha mais forças para frequentar as reuniões da igreja. Ali estava uma senhora verdadeiramente crente, temente ao Senhor, até então ativa na igreja. Seu sofrimento era real. Sua tristeza era real. Seu choro era real. Então resolvi perguntar o que havia deixado ela naquele estado. Ela disse que estava profundamente triste “porque uma irmã sempre aparecia com um vestido novo na igreja e ela não tinha dinheiro para comprar um vestido novo com frequência”. Lembrei a ela que seu coração estava no lugar errado, e que portanto, ela deveria arrepender-se dos seus pecados. Ela relutou por um tempo, mas por fim, entendeu seu grande erro. Trocar a adoração a Deus e ao redentor Jesus, por qualquer outra coisa era um grande erro.

Meios de graça não servem para fazer acomodações da nossa luxúria, mas servem ao propósito de nutrir nossos corações pelo santo desejo de adorar exclusivamente nosso redentor Jesus.

Tenho dito à igreja que pastoreio que todas as armas do mundo estão apontadas contra a igreja. Somos tentados o tempo todo e o tempo todo precisamos responder, biblicamente, àqueles que tentam fraudar a fé. Além disso, temos as lutas contra nosso próprio pecado que tenta a todo custo, obstruir nossa paz em Cristo. Como responderemos a tamanho ataque tão orquestrado pelo inimigo de nossa alma? Onde encontraremos forças para resistirmos as setas inflamadas de Satanás? Como manter o vigor, a alegria e a empolgação pelo serviço de culto, pela proclamação do santo evangelho e ainda mantermos um santo testemunho?

21 Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram,

22 eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença.

23 Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.

24 Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.

25 Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.

26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.

27 Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.

28 Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.

Salmo 73. 21-28

Os meios de graça estão à disposição da igreja. Devemos fazer uso intenso deles. A Palavra (pregação, estudo, leitura), os sacramentos (batismo e ceia) e a oração, são eficazes para suprir as necessidades do povo do Senhor.

Devemos treinar nossos sentidos e a nossa mente a habituarem-se exclusivamente com os meios de graça, pois eles são eficazes para suprir as forças desgastadas pela santa batalha da santificação.


[1] Charles Hodge, Systematic Theology (Grand Rapids: Erdmans, 1975, Vol. III, 466.).

terça-feira, 16 de maio de 2017

Cães de família?

funny-german-shepherd-dog-human-arms-hands-dislike-his-concept-dogs-isolated-white-61241929

Cachorros não são da família! Sei que começar o texto com uma afirmação tão categórica assim pode fazer com que alguns não queiram nem perder tempo com “este insensível que não gosta de animais”. Quase consigo ouvir alguns recitarem bem alto: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Pv 12.10), entretanto, peço que não seja tão apressado em seu julgamento, mas que “caminhe” comigo um pouco mais.

Antes de continuar preciso insistir, cachorros não são da família. Nem gatos, papagaios, iguanas, ou qualquer outro animal que seja. Dito isso, pense um pouco comigo a respeito desse assunto e, claro, como cristãos, por uma perspectiva bíblica.

Gênesis é o livro que narra a criação. Você pode perceber nos dias criativos como o Senhor vai estabelecendo a sua obra. Ele cria céus e terra, ordena que haja luz, que haja firmamento no meio das águas, ordena que as águas debaixo do céu se ajuntem num só lugar e apareça a porção seca, ordena que a terra produza relva, ervas, árvores frutíferas, etc. e que haja luzeiros para governar o dia e a noite. Após criar todas essas coisas e um ambiente que pudesse ser habitado, o Senhor começa a criar os animais. Ele ordena que se povoem as águas de seres viventes, que voem as aves sobre a terra, cria os animais marinhos, além de todos os seres viventes cada qual segundo a sua espécie. Tudo isso segundo o poder de sua Palavra, ele ordenou e assim se fez (Cf. Gn 1.1-25).

Somente após isso o Senhor criou o homem e foi uma criação diferenciada. Não foi como a dos animais, pois o homem não é daquela espécie. O Senhor não criou animais irracionais e um animal racional, Deus criou animais e o homem, segundo sua própria imagem e conforme sua própria semelhança. Em Gênesis 1.26-28, temos a deliberação, criação e bênção sobre o homem a fim de fazer aquilo para o qual foi criado: multiplicar-se, encher a terra, sujeitar a terra, dominar sobre os peixes do mar, as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. Tudo isso para que a terra fosse povoada com aqueles que são a imagem do Senhor e para que, cuidando da criação, o homem pudesse espelhar aspectos do caráter do Criador.

Se eu parasse aqui já daria para perceber a diferença gritante entre um homem e um animal. Diferença qualitativa que é enfatizada por Jesus quando, ao ensinar a seus discípulos, ordenou que eles olhassem as aves do céu que, a despeito de não semear e colher, eram alvo do providencial cuidado do Pai que as sustentava e perguntou: “Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt 6.26).

Sim, os homens são diferentes e qualitativamente superiores aos animais o que pode ser notado ainda em Gênesis. Caminhemos mais um pouco. No segundo capítulo percebemos que o homem foi formado primeiro. Deus o fez do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida. Colocou-o no jardim para cultivá-lo e guardá-lo, dando uma ordem expressa para que não tomasse do fruto do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.4-17).

É interessante notar que o Senhor afirma que não era bom para o homem estar só. Perceba bem, a despeito de Adão estar cercado de todas as espécies de animais, aos quais ele mesmo deu nome, “para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn 2.18-20). Ele tinha consigo muitos animais, mas não tinha uma família. Deus não lhe deu animais por família, mas esta se formaria a partir do momento em que o Senhor, da costela (mesma espécie) de Adão, lhe trouxesse uma mulher que, segundo as próprias palavras de nosso primeiro pai era, afinal, “osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2.23).

Foi somente após a queda que essa relação começou a se confundir. Se, antes da queda, ao contemplar a criação o homem tributava louvor a Deus, após, os homens, “dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.22,23) e “mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Rm 1.25).

O reflexo da queda pode ser visto, por exemplo, na idolatria pagã que exalta Gaia, a “mãe-terra” ou que atribui a felicidade e o equilíbrio do homem à “mãe-natureza”. Como consequência, temos a humanização dos animais que, quando não são colocados acima do homem em grau de importância, no mínimo, são vistos como iguais e o resultado não poderia ser outro, festas de aniversário em cerimoniais, SPA, hotéis, creches, carrinhos de bebê, etc., tudo para que os bichinhos “se sintam da família”. Muitos são mais bem cuidados que os próprios filhos, quando não são uma opção em detrimento desses a ponto de, já na década de 80, Eduardo Dusek ironizar cantando “troque o seu cachorro por uma criança pobre”.

Por causa desse tipo de mentalidade não é difícil ver pessoas que preferem animais a gente, todavia, a verdade é que, biblicamente, o mais cruel dos assassinos possui infinitamente mais dignidade que o mais “fofinho” dos pets, por ser imagem, ainda que desfigurada, do Criador. Imagem esta que pode ser redimida por Cristo Jesus, que para salvar pecadores se fez um homem.

Jesus morreu para salvar homens e, todos aqueles que o recebem pela fé, são feitos família de Deus (Ef 2.19). Se até aqui você ainda não se convenceu de que elevar animais ao status de membros da família está errado, olhe para a família de Deus, modelo para as nossas famílias. Ela é composta de todos os tipos de pecadores regenerados, judeus, gregos, circuncisos, incircuncisos, bárbaros, citas, escravos, livres (Cl 3.11), mas não de animais. Homens, por quem Jesus deu seu sangue, ressuscitarão para estar com ele para todo o sempre e, por mais que a criação também gema aguardando a redenção dos filhos de Deus (Rm 8.19-22), pois também será restaurada, não haverá uma ressurreição dos animais.

Eu estou ciente de que muitos que dizem considerar os animais como sendo da família querem enfatizar o cuidado que deve ser dispensado a eles e se você caminhou comigo até aqui, espero que tenha compreendido que não ter cuidado ou maltratar os animais não é atitude de um cristão. O privilégio de dominar a terra exige o cuidado com a criação. Por outro lado, elevar os animais ao nível dos homens, feitos à imagem e semelhança de Deus, é igualar-se aos pagãos.

Que o Senhor conceda a você o discernimento necessário a fim de glorificar a Deus entendendo corretamente o que significa o justo atentar para a vida de seus animais.

Milton Jr.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Minha esposa tem tatuagem: casamento, novo nascimento e o evangelho

O texto que você vai ler à seguir é a tradução de um trecho do livro Letters to a Romantic on Engagement. As informações referentes ao material original serão dadas no final do texto. Minha oração é que este emocionante relato faça tão bem a você, como fez a mim.

foto-31

Hoje é o dia do meu casamento. E eu não estou casando com a garota dos meus sonhos...

Se você tivesse me dito quando eu era adolescente que minha esposa teria setes tatuagens, um histórico com drogas, álcool e teria ido a shows de heavy metal, eu teria rido de você, teria te dado um dos meus livros sobre "corte", e te mandado passear. Meus planos eram bem diferentes, muito mais delineados com um cuidadoso plano, muito mais precisos, e muito mais, bem... sobre mim.

Veja, não era meu sonho casar com uma garota que fosse complicada. Eu nunca sonhei que eu estaria sentado em um sofá com minha futura esposa em um aconselhamento pré-nupcial, ouvindo ela chorar enquanto conta histórias de noites de bebedeira, das drogas que usou e confessando erros que cometeu nos relacionamentos do passado.

Este não era meu sonho, mas isto é algo bem melhor.

Muitas pessoas não colocariam Taylor e eu juntos. Na escola nós provavelmente não teríamos sido amigos. Ela provavelmente teria pensado que eu era o típico rapaz cristão certinho, chato e julgador; eu provavelmente teria pensado dela que era uma garota perdida, popular e festeira, que caras como eu supostamente deveriam se manter longe. Pessoas como nós, com nossos históricos e passado supostamente não se encontram, se apaixonam e se aliançam um com o outro para a vida inteira.

Mas tudo muda quando as pessoas encontram Jesus. Jesus pega pessoas como aquela adolescente festeira e o homeschooler arrumadinho e os põe juntos no casamento para tão somente mostrar algo muito maior do que seus planos bem alinhados e histórias de amor perfeitamente planejadas.

Bem no meio da confusão da vida, Taylor encontrou Jesus, e ele plantou sua bandeira na vida dela, e ela creu nele e ele a transformou. A Taylor que gastou sua vida correndo atrás de um prazer após o outro morreu, e uma nova pessoa nasceu. Uma nova pessoa com novos desejos, e um novo coração que deseja agradar a Deus, servir as pessoas e entesourar a Jesus Cristo acima de todos os outros prazeres.

É assim que eu vejo a Taylor. Ela é completamente nova, completamente transformada, completamente limpa. Não porque ela se tornou parte de algum programa de ajuda ou porque ela realmente "decidiu tomar jeito na vida". Antes porque Deus, em sua incrível e infinita bondade, tomou Taylor daquela vida em trevas, carmesim, e a fez "alva como a neve". Ele tomou todos os seus pecados e os colocou sobre seu filho, e deu a ela a justiça de Jesus para que ela a vestisse como quem veste um vestido de casamento perfeitamente branco .

Na verdade, a história de Taylor é a minha também. Quando Taylor caminhar na minha direção hoje, eu serei relembrado do quanto eu não mereço o presente precioso que ela é para mim. Eu passei muito da minha vida entoando o canto "auto-centrado" da sereia. Nada na minha vida pedia por bênçãos; na verdade, pedia por maldições eternas. Mas Deus me vestiu de branco, pôs meus pecados sobre seu Filho, e me deu um coração cheio de amor por ele.

Eu amo a Taylor com tudo o que sou. Ela é gentil, doce, paciente, divertida, linda e amorosa. Eu não mereço me casar com alguém como ela. Eu não planejei isso, mas estou muito feliz por não ter recebido o que planejei.

Então, hoje, quando ela descer aquele corredor na minha direção, eu serei relembrado de uma realidade belíssima, na qual Deus troca o pecado do meu passado e o substitui pela perfeita justiça de seu Filho. Ao contrário da opinião popular, o dia do nosso casamento não é bem o dia do nosso casamento, mas o palco da mais fantástica realidade do universo: Que Deus mandou seu Filho para morrer e assim redimir um povo para si, fazendo-o limpo pelo sangue de seu Filho.

O alvo final de Deus ao colocar Taylor e eu juntos é que ele deseja mostrar de forma única a sua graça de modo que seu povo o louve (Efésios 1.5-6). Esse é o seu propósito para o nosso casamento, e esse é o seu propósito para todo o mundo. Eu e Taylor estamos tomando parte nisso, e eu espero que você também!

Spencer H.

 

Traduzido com permissão. Introdução, in: Letters to a Romantic On Engagement. ISBN 978-1-62995-317-6  publicado por P&R Publishing Co.  P O Box 817, Phillipsburg, N J  08865

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Uma Palavra aos Filhos

 

7820539Meu último artigo aqui no blog foi dedicado aos Pais (confira: http://aconselhandocombiblia.blogspot.com.br/2017/04/uma-palavra-aos-pais.html) alertando sobre a postura de Jó ao interceder pelos seus filhos, pois ele entendia que seria possível que seus filhos pecassem em seus corações. (Jó 1.5).

Neste breve artigo, pretendo dedicar atenção aos filhos de pais cristãos, comprometidos com o santo evangelho.

Considerações:

Educadores têm falado e discutido sobre a “rede de proteção” sobre os filhos. O que é a tal rede de proteção? A rede de proteção é a união de diferentes atores no processo de cuidar. Isso envolve o Estado e seus programas sociais, pais e familiares, a própria escola/professores, amigos da família, colegas e amigos mais próximos. Tudo isso deve funcionar para prevenir algumas tragédias, que via de regra são diagnosticadas como tragédias sociais.

Quando pensamos nos filhos de pais cristãos, deveríamos levar em consideração que, esses filhos também estão expostos a todo o tipo de informação e maldade como qualquer outra criança. Mesmo levando em consideração a proteção dos pais, familiares e a própria igreja, ainda assim, nossos filhos estão expostos a um mundo distante de Deus e que odeia Deus.

Nenhum filho deveria ir para uma faculdade sem ser ensinado/treinado para rejeitar o marxismo cultural que impera em nosso país desde o final da década de 60. Temos espantosos 60 anos de uma cultura produzida pela perspectiva marxista, abolindo completamente Deus do cenário intelectual brasileiro e isso em todas as áreas culturais.

Considerando isso, não deveríamos estranhar que a maioria dos jovens da igreja que ingressam em uma universidade tem uma perda significativa do seu vigor espiritual. Nossos jovens são bombardeados intensamente, durante quatro ou cinco anos, a pensar, sentir e agir como se Deus não existisse.

Agora poderemos olhar especificamente para aquilo que propus. Uma Palavra aos filhos:

A primeira pala aos filhos é: Os filhos precisam obedecer aos pais.

"Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor." (Efésios 6:1-4)

Mesmo vivendo em um mundo pós moderno avesso a qualquer senso de autoridade, os filhos cristãos devem obedecer o que está expressamente revelado na Palavra de Deus, não permitindo que outro padrão ou conceito arrebate seu coração e perverta sua conduta.

A segunda palavra aos filhos é: treine seu ouvido para ouvir o que está expressamente declarado na Palavra de Deus (Bíblia).

Os filhos de pais cristãos serão tentados a assumir uma perspectiva de mundo onde a vontade é independente e o que vale é o sentimento, ou, o coração, não as leis ou as instruções paternas.

A terceira palavra aos filhos é: cuidado com a empolgação em seguir as instruções de vida de professores confessadamente anticristãos ou, contrários a sua própria fé cristã. Algo bem comum é o aluno ficar encantado com o jeitão ou a intelectualidade de seu professor e passar a admirá-lo pela razão errada. O mundo universitário pode ser bastante tentador, porém, resista às investidas de querer ter uma vida mais “livre” de seus pais.

Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. Êxodo 20.12

A quarta palavra aos filhos é: procure cercar-se de amigos cristãos. Há muitos que, na escola ou na faculdade, desenvolvem laços de amizade profundos com outros alunos que são indiferentes à fé. E isso em si mesmo não é um problema. Até vejo como uma excelente oportunidade para anunciar o santo evangelho. Entretanto, seria sábio procurar também outros alunos que proclamem a mesma fé, a fim de ajudarem-se mutuamente neste período de formação.

Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau.        Provérbio 13. 20

A quinta palavra aos filhos é: definitivamente não se ausente das atividades da igreja, especialmente o culto solene. Muitos estudantes acabam se afastando gradativamente da igreja e das suas atividades com a desculpa dos trabalhos acadêmicos. No início começam faltando as programações semanais. Depois, a escola dominical e por fim, se ausentam do culto solene e a justificativa é recai sempre nos trabalhos atrasados ou nas leituras para as devidas provas. Por fim, a conduta começa a mudar de eixo e o Senhor Jesus parece deixar de ser a pessoa mais importante da vida.

Conclusão:

Obviamente não havia a intensão de apresentar uma lista extensa de orientações aos filhos em um breve artigo. Contudo, não poderia encerrar lembrando aos filhos sob a responsabilidade pessoal de buscarem a Deus pessoalmente. Ainda que os pais cristãos tenham falhado em suas orientações e responsabilidades, isso não pode servir de justificativa para abandonar o santo evangelho e a igreja. Continue perseverante na oração, na leitura da Palavra e na comunhão dos santos no culto solene. Os recursos espirituais à nossa disposição são chamados de meios de graça. Faça uso deles.

Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. Provérbios 14.12

Pesquisar este blog

Pesquisar por assunto

Aconselhamento Bíblico (24) Adultério (1) Aflição (2) Agradar a Deus (3) Alegria (5) Amor (2) Amor ao próximo (1) Anarquia (1) Ano Novo (2) Ansiedade (1) Antropologia (1) Argumentação (7) Arrependimento (6) Auto-estima (2) Auto-exame (1) Auto-justiça (4) Autoridade (1) Casais (2) Casamento misto (1) Compaixão (3) Comportamento (13) Comunhão (2) Comunicação (5) Confiança (6) Conflitos (2) Confrontação (2) Conhecimento de Deus (3) Consolo (4) Contentamento (3) Convencimento (6) Coração (5) Coração de pedra (1) Cosmovisão (8) Criação de filhos (6) Cuidado da alma (5) Cuidados do conselheiro (2) Culpa (3) Dependência de Deus (1) Depravação total (1) Depressão (1) Desejos do coração (7) Deus conosco (1) Direitos (1) Dor (2) Edificação do irmão (1) Egoísmo (4) Emoções (7) Encorajamento (9) Engano (4) Escolhas (2) Esperança (3) Estudo (1) família (2) Farisaísmo (2) Fariseu (3) (3) Filosofia (1) Fundamentos (14) Glória de Deus (5) Guerra (3) Idolatria (10) Ídolos do coração (3) Imagem de Deus (1) Instrução (4) Intentos do coração (1) intimidade com Deus (1) Inversão de valores (2) Ira (2) Jean Carlos (12) Jean Carlos Serra Freitas (10) Jônatas Abdias (27) Justiça de Deus (1) Justiça própria (3) Justificação (1) Legalismo (2) Liberdade cristã (2) luta por poder (1) Más lembranças (3) meios de graça (1) Mentira (2) mil (1) milt (1) Milton Jr. (57) Monismo (1) Motivação (12) Motivações (4) Obediência (1) Objetivos (1) Oração (1) Orgulho (2) Paciência (2) Palavra de Deus (9) Passado (3) Paz (5) pecado (3) Perdão (6) Piedade (4) Plano de Deus (3) Planos (1) Prática da Palavra (17) Prática do aconselhamento (6) Presença de Deus (2) Pressupostos Teológicos (18) Psicologia (4) Psiquiatria (1) Racionalização (1) Redenção (7) Relacionamentos (7) remédios psiquiátricos (1) Remorso (2) sabedoria (5) Salvação (1) Santificação (2) Soberania de Deus (6) Sofrimento (6) Suficiência das Escrituras (22) Tarefas (2) Temor de homens (2) Temor do Senhor (1) teoria (1) Tesouros (1) tristeza (5) Unidade (1) Verdade (4) Vida cristã (24) Vontade de Deus (3)